Excesso de treino pode sobrecarregar a tíbia e causar fratura por estresse

A maior parte das fraturas por stress em corredores ocorre na tíbia, osso da canela.

Segundo algumas pesquisas, as fraturas nesse local representam de 35% a 49% de todas as fraturas por stress. O desenvolvimento da fratura por stress na tíbia está ligado ao acúmulo de forças mecânicas transmitidas para o osso, excedendo sua capacidade de reparação e remodelação com o passar do tempo.

Existem alguns fatores relacionados ao seu surgimento, embora sua exata causa ainda esteja envolta em dúvidas. Entre eles, incluem-se o volume de treinamento exagerado, condições intrínsecas como regulação hormonal e nível nutricional, e fatores biomecânicos como alto impacto.

Pessoas com fratura por stress exibem um amortecimento de impacto na corrida deficiente em comparação a pessoas sem lesão. A força com que o corpo aterrissa no chão é maior, e o joelho, que deveria funcionar como uma mola para suavizar o impacto, fica mais rígido. Além disso, um alto grau de pronação do tornozelo também é observado em pessoas que apresentam essa fratura.

Pesquisadores japoneses acompanharam 230 corredores por três anos, no intuito de descobrir com mais detalhes sobre o que causa a fratura por stress. Eles mediram altura, peso, índice de massa corpórea, amplitude de movimento do tornozelo e quadril, flexibilidade dos músculos da perna, alinhamento do joelho, arco do pé (se plano ou normal), força do quadril e condicionamento físico. No início da pesquisa, nenhum corredor apresentava lesão.

Ao final dos três anos, 21 tiveram fratura por stress e a única diferença entre esses corredores e os que continuaram sem problemas foi a flexibilidade dos músculos das pernas. Os que tiveram fratura apresentavam maior rigidez, o que pode interferir no mecanismo de absorção de impacto e gerar sobrecarga na tíbia.

O tratamento normalmente não é cirúrgico e envolve um período de repouso estabelecido pelo médico. No retorno à corrida, é importante atentar-se ao impacto do corpo com o solo. Procure correr fazendo o mínimo barulho possível, mantenha o tronco estável e alto (imagine que uma corda te puxa para cima) e deixe as pernas relaxadas.

Fonte:
Portal Globo.com

0 comentários:

Musculação Na Infantil: Saúde ou Perigo?

Todos sabem que exercícios físicos são bons para a saúde, o corpo e a mente.

A incessante busca pelo corpo perfeito é outro fator que leva as pessoas cada vez mais às academias. Mas, uma parcela da população nunca foi pensada como cliente em potencial, principalmente na área da musculação: As crianças.


Ao contrário de outros esportes como futebol, ginástica e natação, nem passa pela cabeça da maioria dos pais colocar os filhos para fazerem musculação. Além disso, grande parte das pessoas acredita que crianças, por ainda não estarem formadas estruturalmente, teriam o desenvolvimento muscular e o crescimento prejudicados se praticassem tais exercícios.

Um estudo que vem sendo realizado há nove anos no Centro de Educação Física e Esporte da Universidade Estadual de Londrina (UEL) demonstra o contrário do que se pensava sobre o assunto. Crianças a partir de seis anos participam do projeto "Efeitos do Treinamento com Pesos sobre as Adaptações Neuromotoras de Crianças". Esse projeto de pesquisa consiste no acompanhamento dos efeitos do treinamento com pesos e os resultados têm sido favoráveis ao exercício.

O coordenador do projeto é Arli Ramos de Oliveira, graduado em Educação Física pela Faculdade de Educação Física do Norte do Paraná - FEFI (Atual UNOPAR), com Mestrado e Doutorado em Desenvolvimento Motor e Estudos Esportivos junto à Universidade de Pittsburgh, no Estado da Pennsylvania (EUA) e professor do curso de Educação Física e Ciência do Esporte da Universidade Estadual de Londrina.

Para ele, antigos mitos de que a musculação em crianças poderia ocasionar lesões, retardar o crescimento e prejudicar o desenvolvimento muscular caíram por terra. Ao contrário de tudo pregado anteriormente, essas crianças envolvidas no projeto tiveram uma melhora no crescimento, na auto-estima e no desempenho esportivo, além de conhecerem melhor seus corpos e terem um aumento significativo na força. Além disso, segundo o professor, praticar atividades acompanhadas por um instrutor, como acontece aqui, é uma vantagem porque a criança corre menos risco de sofrer lesões.

As atividades consistem em levar a criança a conhecer seus próprios movimentos primeiramente, para em seguida praticarem exercícios de solo, abdominais por exemplo, seguindo para pesos livres (alteres e barras) e chegando até ao uso de máquinas, essas adaptadas às crianças. As crianças são testadas para ver qual a capacidade muscular, para que no treinamento haja um uso adequado. No início é cobrado de 40% a 50% da capacidade das crianças para que se desenvolva o hábito sem criar uma fadiga, relata o professor. Além disso, é necessário, segundo ele, motivar as crianças, recompensando-as pelo feito e trazer um lado lúdico às sessões para motivá-las.

A intenção do projeto, além de comprovar o erro de certas afirmações, é a de educar para a saúde e o lazer, levando também a um estilo de vida ativo e saudável. O projeto, no momento está parado por estar tramitando junto ao Conselho de Pesquisa do Centro de Educação Física, aguarda a aprovação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós Graduação e do Comitê de Ética em Pesquisa da UEL para o retorno. A previsão de reinício é no segundo semestre, é aberto à comunidade e gratuito. Os grupos de treinamento agrupam de 15 a 25 crianças que são acompanhadas individualmente.

Fonte:
Portal Conexão Ciência

0 comentários:

Macarrão Proteica (Vídeo-Receita)




0 comentários: