Conheça os 15 erros mais comuns na hora de treinar


Mesmo quem considera um ambiente muito familiar, pode cometer erros que comprometem a saúde e o rendimento do treino. Para livrá-la dessa roubada, listamos os deslizes mais comuns quando o assunto é malhação. 

ATENÇÃO!

Autora: Patrícia Affonso

Postado por: Hélcio Gangana Personal Trainer

1. Montar o seu próprio treino
Essa prática é muito comum entre as frequentadoras mais assíduas. Como já treinam há algum tempo, elas se sentem seguras a ponto de decidir qual o tipo de exercício é o mais adequado para seus objetivos. Grande engano! “Nesse contexto, muita gente só coloca em seu treino os exercícios que gosta ou aqueles que já deram resultado um dia. Porém, acontece que nem sempre o que gostamos é o mais indicado para nós e o que funcionou um dia pode não dar mais resultado. Com o tempo, as necessidades do corpo vão mudando”, diz Rodolfo Pavanelli, professor de musculação da Fórmula Academia e personal trainer (SP).

Somente um profissional saberá avaliar as demandas do seu corpo e apontar quando um ciclo já se encerrou. Portanto, resista à tentação da autossuficiência e aceite o auxílio do professor. Juntos, vocês podem chegar a um programa de exercícios prazeroso e eficaz.

2. Correr na esteira com a postura encurvada
Esse erro é mais comum para as novas praticantes, que ainda não se sentem muito à vontade ou seguras no aparelho. Geralmente, elas permanecem com as mãos no apoio e a preocupação em se segurar é tanta que nem se dão conta da postura incorreta. Correr ou caminhar com as costas curvadas faz que a pessoa gaste mais energia do que o necessário. Além disso, pode sobrecarregar alguns grupamentos musculares, prejudicando o corpo e causando dores. Por isso, muita atenção: a ordem é manter a coluna no lugar. Assim, a movimentação é natural, economiza-se energia durante o exercício e ficamos mais à vontade e resistentes, permanecendo mais tempo na esteira.

3. Pegar os pesinhos do chão sem flexionar os joelhos
Quando nos agachamos, sem o cuidado de flexionar os joelhos, aumentamos muito a sobrecarga na coluna vertebral e na musculatura que a sustenta. Dessa forma, a área fica mais suscetível a lesões, que podem prejudicar até mesmo os discos invertebrais, responsáveis por diminuir atritos e permitir maior mobilidade entre as vértebras. “Por isso, o ideal é sempre levantar os pesos do chão flexionando os dois joelhos e, de preferência, colocando uma perna à frente da outra, para aumentar a distribuição do peso e reduzir a tensão sobre as estruturas corporais”, alerta Bianca T. Ramallo Foschini, personal trainer especialista em fisiologia do exercício (SP). Seus joelhos, que aguentam a maior barra todosos dias, agradecem a gentileza!

4. Exagerar no peso na tentativa de acelerar os resultados
Quando o assunto é atividade física, tudo é conquistado progressivamente. Afinal, é aos poucos que nosso corpo vai se adaptando ao exercício, adquirindo maior resistência e tendo a musculatura fortalecida. “O aumento das cargas deve ser feito sem pressa, acompanhando a resposta da aluna ao exercício. Acelerar esse processo pode lesionar músculos, tendões e ligamentos que não foram devidamente preparados para tanto esforço”, sinaliza Bianca. Então, amiga, vá com calma! O segredo, nesse caso, é a frequência e a qualidade no treinamento. Nada de atropelar as coisas!

5. Pular o alongamento
Tem gente que não suporta o estica e puxa do alongamento. E verdade seja dita: no começo, é meio incômodo mesmo. Mas é justamente para evitar que a coisa piore lá na frente que não dá para abrir mão dessa parte do treino. “Quando pedimos para o aluno alongar, o foco é a flexibilidade, sem a qual fica difícil realizar tarefas do dia a dia, como pegar algo que esteja no alto ou amarrar o tênis”, explica Rodolfo Pavanelli. Essa habilidade, tão importante na rotina da gente, vai se perdendo ao longo dos anos. “Se não a exercitamos, sofremos encurtamentos que podem desencadear males como lombalgia e instabilidade muscular.”

6. Compensar uma falta malhando em dobro no dia seguinte
“Um programa de treinamento já é pensado no intuito de aproveitar ao máximo o rendimento diário, sem ultrapassar os limites nem oferecer riscos à saúde. Portanto, não é recomendado se exercitar em dobro, como forma de compensação”, diz Bianca Foschini. A explicação é simples: o exagero pode desgastar muito a musculatura que, fadigada, tem sua capacidade diminuída. Trocando em miúdos: o rendimento cai e o risco de se machucar aumenta. Tome cuidado!

7. Não se hidratar adequadamente
Durante a realização das atividades físicas, perdemos uma grande quantidade de água e sais minerais por meio do suor. Essa perda é ainda maior se o treino for realizado em locais quentes e úmidos. “Se não fizermos uma reposição hídrica adequada, entramos em um quadro de desidratação, no qual ocorre diminuição do volume sanguíneo, taquicardia, estresse térmico e sobrecarga nos rins. Os sintomas variam de desmaio e vertigens até o estado de coma. É muito sério”, alerta Bianca Foschini. Prevenir-se desse mal é fácil: ande sempre com seu squeeze a tiracolo. Não é esforço nenhum, certo? Cá entre nós, nada como aliviar aquele calor que nos consome quando estamos malhando com uma água bem geladinha. Além de refrescante, não aumenta nenhuma caloria sequer!

8. Treinar mesmo com dor
Ao treinar, provocamos microlesões na musculatura. Isso é normal. O intuito é que o corpo logo se recupere e volte cada vez mais forte e resistente. No entanto, se essa recuperação não ocorre, começa um processo inflamatório que causa dor. Eis aí o sinal de alerta. Se continuarmos a forçar os músculos, sem dar o tempo necessário para a recuperação, ele ficará cada vez mais debilitado. Muita gente se arrisca, pois não vê muito prejuízo em um primeiro momento, mas, em longo prazo, sofre lesões e pode ter de se afastar da academia. Nada de forçar a barra, certo?

9. Treinar o mesmo grupamento muscular dias seguidos
Todo mundo que malha tem um objetivo, seja ele emagrecer, deixar as pernas boni­tas ou definir o abdome. Mas não dá para trabalhar uma área apenas, até a exaustão, e deixar as outras à deriva. Primeiro porque focar em uma área só causa um grande desgaste da musculatura local e aumenta o risco de lesões. Segundo porque, vamos combinar: de nada adianta exibir pernão e bumbum durinhos e, quando for acenar para aquele gato, passar vergonha com a flacidez do “músculo do tchau”. Ninguém merece, não é? Bonito mesmo é um corpo harmonioso, que mostra cuidado e dedi­cação em cada parte.

10. Iniciar o treino sem se aquecer
Ao contrário do que a maioria pensa, não é o alongamento que garante proteção contra possíveis lesões durante a musculação. “A melhor maneira de contar com esse auxílio é fazendo um aquecimento pré-treino, para despertar os grupos musculares que serão utilizados naquele dia”, conta Bianca Foschini. A especialista recomenda começar com um aquecimento geral — na esteira, bicicleta, transport ou step — e, na sequência, partir para um aquecimento mais específico, que pode ser feito no primeiro aparelho indicado para o treino do dia. “Como é só para aquecer, use uma carga com 50% a menos do peso indicado para as séries normais”, ensina. Depois, é só seguir com o programa normalmente.

11. Usar caneleiras na esteira ou na bicicleta
Para aumentar o gasto energético, alguns praticantes fazem uso da caneleira durante os exercícios aeróbicos. “Realmente a queima de calorias aumenta, porque há mais esforço. No entanto, o peso da caneleira muda o padrão de movimento proposto pelo aparelho, gerando instabilidade. É perigoso, pois força muito as articulações e pode lesionar o tornozelo, o quadril e o joelho, dentre outras áreas”, alerta o professor da Fórmula Academia. Para ele, o melhor é au­mentar o volume ou a intensidade do exercício a lançar mão desse acessório. Reserve-o para os exercícios de musculação, ok?

12. Falta de diversidade nos exercícios
A eficiência de um programa de treino está relacionada ao desafio que ele representa ao seu corpo. Por isso, uma atividade que é feita continuamente, certa hora deixa de dar resultado. “Nosso corpo se acostuma ao estímulo e, mesmo se aumentarmos a carga, a resposta não é satisfa­tória, pois ele já está muito adaptado”, explica o professor Rodolfo Pavanelli. O jeito é variar mesmo. Converse com o seu instrutor. O ideal é que as alterações aconteçam a cada quinzena ou dentro de um mês, no máximo.

13. Respirar de forma incorreta
Quem nunca sentiu aquela dorzinha aguda, na lateral do abdome, enquanto corria na esteira ou realizava uma série de exercícios mais pesada? A causa do incômodo, acredite, é a respiração incorreta. Acontece que, quando respiramos de forma curta e acelerada, o mús­culo do diafragma é obrigado a se contrair e relaxar em intervalos muito pequenos, gerando espasmos e, assim, a dor. Por isso, fique atenta: se ao respirar o seu peito infla antes do que o seu abdome é porque algo está errado. Ao inspirar, sinta sua barriga se encher de ar. Depois, expire e vá liberando-o bem lentamente. Quando você começa a prestar atenção nesse processo, ele se torna automático, refletindo positivamente no seu desempenho. Pode apostar!

14. Forçar o pescoço durante os abdominais
Nas primeiras repetições, os abdominais fluem que é uma beleza. Dá até gosto de ver. Mas, algum tempo depois, a força vai dando lugar ao cansaço e aí a gente tenta dar aquela ajudinha com a mão de apoio para empurrar o corpo para a frente. O abdome, então, deixa de ser trabalhado e começamos a machucar a região do pescoço, que fica sobre forte tensão. “Um bom jei­to de evitar isso é manter a mesma distância entre o queixo e o peito durante todo o movimento”, ensina Rodolfo Pavanelli. Mas, se mesmo assim sentir dificul­dade, experimente apoiar levemente as mãos na altura da orelha ou mantê-las cruzadas sobre o peito.

15. Realizar os exercícios em jejum
Na ânsia de perder peso, muitas mulheres preferem praticar suas atividades em jejum, acreditando que isso auxilia no combate aos pneuzinhos. No entanto, o feitiço cai contra a feiticeira. A energia que é gasta durante os exercícios vem dos nutrientes ingeridos. Se a pessoa não se alimenta adequadamente, pode sentir fraqueza ou fadiga precoce, o que atrapa­lhará seu rendimento e, consequentemente, diminuirá o gasto calórico. E não para por aí: a falta de nutrientes aumenta a produção do hormônio cortisol, relacionado ao estresse e à queda da imunidade. O organismo também se adapta à falta de alimentação, desacelerando o metabolismo, mesmo em estado de repouso. E assim, minha cara, fica muito mais di­fícil queimar as gordurinhas. Então, trate de abrir a boca. Sem exageros, é claro. Na dúvida, consulte um nutricionista.

Fonte:
Portal Corpo a Corpo

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Carol Castro conta como mantém o corpo em forma

Saiba qual é o treino da ganhadora do Dança dos Famosos 2013 e inspire-se

Foto: Marcos Lopes


Aposte no combo treino aeróbico e musculação para ficar linda como Carol Castro

A estrela malha há quase dez anos, mas foi quando passou a ensaiar para a Dança dos Famosos, quadro do programa Domingão do Faustão, que viu o corpo mudar de vez. “Já senti o impacto ao me preparar para o primeiro ritmo. Nos movimentos trabalhei músculos que nunca havia requisitado na musculação. Resultado? Corpo bem mais harmonioso.” Seu nível de dedicação também potencializa os efeitos da dança, já que gosta de aproveitar todo o tempo que tem com o professor e não fica fazendo intervalos. Os ensaios aconteciam de terça a sábado, em semanas alternadas, e duram duas horas. No pouco espaço que sobra na agenda, Carol ainda veste a camisa e bate o cartão na academia.

Em primeiro lugar, porque tem recomendação da fisioterapeuta — por conta de um problema no joelho — e em segundo porque seu objetivo nunca foi ficar muito magra, mas, sim, seca e definida. “A última vez que realizamos a avaliação, ela estava com apenas 9% de gordura corporal. Por isso, hoje, focamos no tônus muscular. Tento aliar o treino aeróbico à musculação. Geralmente indico seis minutos na esteira e depois aparelhos para fortalecer”, revela Alexandre Monteiro, personal da atriz (RJ). Se você quer ir pelo mesmo caminho e modificar seu corpo, ouça a dica da morena: “Não dá para ficar obcecada com a balança. Ela engana muito, principalmente se você malha. Músculo pesa.” Em vez disso, faça como ela e avalie sua evolução com a ajuda do guarda-roupa. “Se percebo que a calça está mais larguinha, sei que emagreci.”

Fonte:
Portal Corpo a corpo

Caroline Randmer/ Fotos: Marcos Lopes/ Realização: Tomaz Souza Pinto/ Cabelo: Marco Antonio de Biaggi (MG Hair Design)/ Make: Júnior Mendes/ Tratamento de Imagens: Jujuba digital/ Adaptação: Kelly Miyazato

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Cafeína ajuda na performance, adia a fadiga e facilita a quebra de gordura


A cafeína presente no café, mate, chá verde e em bebidas a base de cola passou a ser muito consumida por atletas, após diversos estudos atestarem seus benefícios para a prática esportiva.

A cafeína tem a capacidade de diminuir a percepção de esforço ao exercício físico, sendo assim, o atleta consegue realizar mais exercícios, já que tem a sensação de serem mais fáceis do que realmente são! Além disso, o componente retarda a fadiga ao poupar os estoques de glicogênio muscular.

Se o objetivo é perder peso, o cafezinho ajuda na quebra do tecido de gordura, favorecendo a eliminação dos excessos e a perda de peso. Porém, esses benefícios são vetados para pessoas com problemas estomacais, cardíacos ou de pressão, além daqueles que enfrentam dificuldades para dormir. É comum ver pessoas que tomam duas xícaras de café, e depois de certo tempo, passam para cinco xícaras; essa atitude merece atenção! O ideal é manter os efeitos benéficos sem se tornar dependente.

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Excesso de cafeína pode deflagrar crise de pânico, revela estudo

Fonte:
Portal EF

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Excesso de cafeína pode deflagrar crise de pânico, revela estudo

Estudo realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostra que a cafeína, em excesso, pode desencadear crises em portadores da síndrome do pânico.

No experimento, foram utilizados 480 mg de cafeína, o equivalente a aproximadamente cinco xícaras de café expresso, ingeridos em apenas 15 minutos.

Participaram do estudo cerca de 40 pacientes, incluindo portadores de síndrome do pânico, pacientes com depressão, pânico associado à depressão e indivíduos sem transtornos psiquiátricos.

O grupo de pessoas com pânico ou depressão associada ao pânico apresentou mais crises após o consumo de cafeína do que os outros grupos, nem sempre imediatamente após a ingestão. A pesquisa foi publicada na revista norte-americana "Comprehensive Psychiatry".

"Os resultados mostram que pessoas que sofrem da síndrome devem controlar a ingestão de cafeína", diz o psiquiatra Antonio Egídio Nardi, professor da faculdade de medicina da UFRJ. Ele lembra que, além do café, a substância está presente em alimentos como chá, refrigerantes e chocolate.

A próxima etapa das pesquisas, segundo o médico, é utilizar a cafeína como aliada no tratamento do pânico: "Com uma dose controlada, é possível produzir uma versão branda das crises e ajudar o paciente a lidar com elas", explica.

Pânico e asma

Outros estudos conduzidos por Nardi e sua equipe revelam que a síndrome do pânico é mais freqüente em pacientes que sofrem de asma e bronquite. A prevalência, nesse grupo, é de 40%. Na população em geral, o índice é de aproximadamente 2%.

"Não podemos afirmar que o pânico pode deflagrar uma crise respiratória, mas percebemos que o controle adequado da síndrome faz com que os pacientes necessitem de doses menores de remédios contra asma", conta o psiquiatra.

O tratamento da síndrome do pânico, segundo o psiquiatra, é realizado com terapia cognitivo-comportamental e administração de medicamentos como antidepressivos e benzodiazepínicos.

Os sintomas podem incluir dor no peito, palpitação, dificuldade para respirar, sensação de desmaio, tremores, sudorese excessiva, tonteira e sensação de morte iminente.

Fonte:
Portal Uol

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