Vômitos e desmaios no treino podem indicar problemas de saúde

"É absurdo pensar que tem que sofrer pra atingir objetivo”, diz fisiologista

Diz a sabedoria popular de que “tudo que é demais, sobra” e, infelizmente, temos visto cada vez mais atletas profissionais e amadores chegando na reta final das provas de atletismo passando muito mal, com vômitos e desmaios que demonstram o quanto exageraram na prática. 

“Não faz sentido preconizar esse tipo de situação. Passa por cima de valores que são mais importantes do que o próprio desempenho, que estão relacionados à preservação da saúde e da integridade física de cada um. É absurdo pensar que tem que sofrer para atingir o objetivo”, afirma dr. Turíbio Leite de Barros, fisiologista (drturibio.com).


Reação anormal

Tanto o vômito quanto os desmaios são indícios que o corpo dá de que algo não vai bem. Portanto, o atleta que chega a esse extremo coloca sua saúde em risco. Dr. Turíbio destaca que, por mais intensa e/ou prolongada que seja uma prova, é preciso ter noção dos próprios limites e tomar providências para evitar a perda excessiva de eletrólitos, a desidratação e a hipertermia.

Corredores, triatletas etc precisam cuidar da hidratação para que o corpo regule adequadamente sua temperatura durante a prova e, mais do que isso, precisa repor os sais minerais perdidos no suor. Por isso a equipe que atende o atleta – o profissional de educação física, a nutricionista etc – precisam ter uma estratégia adequada de reidratação.

Sinal de alerta

Dr Turíbio conta que o desmaio pode indicar uma série de situações, como um quadro agudo de desidratação e hipertermia e até um problema cardíaco ou vascular.

“É uma síncope, uma perda da consciência que pode ter causas diferentes.” relatou o Doutor.

A náusea e o vômito também não são esperados no treinamento e demonstram o excesso de esforço e, quando frequentes, ainda podem trazer problemas como o enfraquecimento e até queda dos dentes, irritações no esôfago e no trato digestivo, entre outros.

“Hoje o treinador tem parâmetros que proporcionam estabelecer o limite de cada atleta com segurança. São testes de avaliação que te permitem fazer um diagnóstico da aptidão física e limites de cada um. Essas avaliações são o ponto de partida da responsabilidade do profissional”, destaca Dr. Turíbio.

O profissional de educação física deve observar os sinais que o organismo do atleta dá para saber se o treino não ultrapassou os limites. Dentre os sintomas do overtraining ou overrated temos:

Agudos: evidentemente os que se manifestam quando o indivíduo tenta sobressair os limites da dor e do desconforto que são os sinais evidentes de excesso e que não devem ser desrespeitados. “O principal indicador é a dor e suportá-la não é absolutamente uma situação que o atleta possa concordar em aceitar. Não tem como superar a dor e passar por cima desse mecanismo de defesa”, diz Dr. Turibio.

Crônicos: variados, são sinais que se manifestam de diversas maneiras, como prejuízo da qualidade do sono, problemas de apetite, recuperação mais lenta pós-exercício, etc. Nas mulheres, ainda tem irregularidades no ciclo menstrual e até suspensão da menstruação. “A alteração hormonal também acontece no homem, mas como ele não tem ciclo menstrual, só perceberia se ele fizesse um espermograma, porque aí ele constataria que sua fertilidade fica prejudicada pelo excesso de treino, ele reduz a vitalidade e o número de espermatozoides”, diz o fisiologista.

Vida em risco

A avaliação médica, embora não seja obrigatória, é sempre recomendada antes e até mesmo depois do início da prática esportiva, caso o atleta passe mal. O fisiologista diz que o exercício não mata ninguém, mas sim alguma doença não diagnosticada e que pode ter na atividade um gatilho que pode desencadear a morte. “Ninguém morre se não tiver uma doença que se manifestou a partir do exercício mais intenso, mas você pode causar um mal crônico para a saúde, acumular prejuízos que se tornam irreversíveis”, diz Dr. Turíbio.

A vida do praticante de atividade física pode ser colocada em risco, não apenas no caso das doenças pré-existentes e mal diagnosticadas, mas também pelo overtraining ou overrated, já que neste caso ultrapassa-se os limites do corpo e pode-se alcançar uma desidratação extrema e até dano cerebral por conta da temperatura extrema. “É difícil assegurar até onde não há riscos”, diz o fisiologista.

Desmaios e vômitos não são sinais de uso de substâncias ilegais, necessariamente, mas seu uso pode reduzir as defesas do organismo e as chances de se ultrapassar os limites do organismo.

Fonte:
Portal Educação Física

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Como evitar o Efeito Sanfona?

Mais conhecido como efeito sanfona ou efeito ioiô, o ciclismo de peso é o maior temor de quem tenta manter o peso. Ele ocorre quando a pessoa faz dieta, perde peso rapidamente e depois ganha todos os quilos perdidos novamente.

Trata-se da perda de peso com dieta (associada ou não à atividade física e a medicamentos) seguida de recuperação do peso perdido. É um fenômeno muito comum nas sociedades urbanas modernas.

Quando fazemos uma redução muito drástica da quantidade de alimento ingerido (e portanto de calorias), ocorre uma redução do nível de leptina no sangue e um aumento nas concentrações de grelina. Hormônio produzido no tecido gorduroso, a leptina leva sinais de saciedade para o cérebro. Ela foi descoberta em 1994, e seu nome deriva da palavra grega leptos, que significa magro.

Já a grelina é uma substância produzida no estômago com o objetivo de levar sinais de fome ao cérebro. Descoberta recentemente pelos japoneses, a grelina estimula o apetite do dia-a-dia. É o hormônio da fome.

Durante uma dieta, com a quantidade de leptina reduzida e a de grelina aumentada, o indivíduo está mais propenso a ceder à tentação na próxima vez que o alimento aparecer na sua frente. E como esses dois hormônios atuam na regulação do metabolismo, as alterações também ocasionam uma redução do gasto de calorias do organismo, favorecendo o efeito sanfona.


O maquinário de economia energética do ser humano está programado para nos defender da falta de alimento. Por isso quando perdemos peso (principalmente em dietas rígidas demais), nosso organismo “pensa” que vamos morrer de inanição porque falta comida, e tenta nos “proteger” facilitando o ganho de peso, fazendo-nos procurar comida e fazendo essa comida ser armazenada com mais facilidade.

Por isso, não adianta fazer dietas radicais demais. Quanto mais radicais - tanto em termos quantitativos (número de calorias), como qualitativos (uso de gordura, proteína e carboidrato de forma balanceada ou não)-, maior é a chance de ocorrer o efeito sanfona.

Algumas pessoas podem ter maior predisposição a apresentar oscilações de peso, mas os genes que regulam a obesidade são muitos e não há um estudo genético específico sobre esse assunto. O que se sabe, com certeza, é que sexo e idade aumentam a propensão ao efeito sanfona.

Além do sexo, a idade também pode influenciar no ciclismo de peso. Quanto mais velhos ficamos, maior a dificuldade de emagrecermos. Isso porque a amplitude (número de quilos perdidos e recuperados) é maior nos mais jovens e vai diminuindo com a idade – justamente porque os mais jovens acabam fazendo dietas mais radicais e com o passar dos anos a adesão fica menor.
As pessoas mais velhas tendem a perder peso mais devagar e mais dificilmente engajam-se em dietas radicais demais. Por isso, a chance de ciclismo de peso grande é menor.

Alguns trabalhos mostram que manter o peso em excesso é melhor do que ter efeito sanfona, mas não representam o pensamento da comunidade científica em geral. Há estudos pontuais, como um publicado em 2007 no "American Journal of Epidemiology" que relacionou os riscos de câncer renal ao efeito sanfona em mulheres na pós-menopausa. Foi revelado que a adiposidade abdominal é um fator de risco para a incidência do câncer nos rins. Tanto os obesos como os que perderam peso e o recuperaram tiveram aumento da incidência de câncer renal, mas aqueles que tiveram efeito sanfona tiveram maior risco.

O risco de hipertensão e de pré-eclâmpsia (hipertensão grave na gestação), bem como de alterações de lípides circulantes ou mesmo de alterações do humor, como ansiedade e depressão, não se relacionam a ciclismos de peso. Na maioria dos casos, relacionam-se à obesidade (veja quadro abaixo). Na verdade, o ato de emagrecer e engordar seguidamente tem efeitos negativos sobre a saúde, mas não há comprovação de que outras doenças crônicas sejam mais comuns em indivíduos que tiveram efeito sanfona.

Trabalhos que envolvem indivíduos que perderam peso e mantiveram essa perda ao longo dos anos mostram que o benefício da perda de peso resulta em menor mortalidade ao longo dos anos.

Além dos hábitos alimentares, que levam a maioria das pessoas a consumir os alimentos mais apetitosos e mais convenientes e não os alimentos mais saudáveis e adequados, o sedentarismo ligado ao progresso faz com que a tendência “obesogênica” (geradora de ganho de peso) seja cada vez maior, afinal, os instrumentos de uso doméstico e as máquinas usadas em indústrias exigem cada vez mais menor esforço físico de usuários e trabalhadores.

Já dissemos anteriormente que dietas radicais contribuem para o efeito sanfona. O jeito é combinar alimentação balanceada e exercícios físicos.

Quanto mais tempo você conseguir manter o peso, menor a chance da ocorrência do efeito sanfona, já que o cérebro passa a perceber que o corpo não morrerá de inanição por estar ingerindo alimentos de baixa caloria ou em menor quantidade.­

Autor:
Marcio C. Mancini

Fonte:
How Stuff Works (Uol)

Artigos relacionados:
  • Bárbara M. C. Andrade; Carlos M. Cardeal Mendes; Leila M. Batista Araújo - Peso flutuante no tratamento de mulheres obesas - Arquivo Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, vol.48 no.2 São Paulo, 2004

  • Donna Roybal (2005) “Is 'Yo-Yo' Dieting or Weight Cycling Harmful to One’s Health?”, Nutrition Noteworthy, Vol. 7, Article 9

  • Frederick IO, Rudra CB, Miller RS, Foster JC, Williams MA. Adult weight change, weight cycling, and prepregnancy obesity in relation to risk of preeclampsia. Epidemiology. 2006 Jul;17(4):428-34.

  • Petersmarck KA, Teitelbaum HS, Bond JT, Bianchi L, Hoerr SM, Sowers MF, The effect of weight cycling on blood lipids and blood pressure in the Multiple, Risk Factor Intervention Trial Special Intervention Group. Int J Obes Relat Metab Disord. 1999 Dec;23(12):1246-55.

  • Simkin-Silverman LR, Wing RR, Plantinga P, Matthews KA, Kuller LH. Lifetime weight cycling and psychological health in normal-weight and overweight women. Int J Eat Disord. 1998 Sep;24(2):175-83.

  • Nitzke SA, Voichick SJ, Olson D. Weight Cycling Practices and Long-term Health Conditions in a Sample of Former Wrestlers and Other Collegiate Athletes. J Athl Train. 1992;27(3):257-261.


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Como fazer um Bolo de Chocolate proteico em 3 minutos?

Nesta receita não tem adição de açúcar, sem a presença do glúten e sem lactose.


INGREDIENTES:

- 1 xícara de Whey Gain (Bioghen Nutrition) sabor chocolate
- 1/4 xícara de cacau em pó
- 1/4 xícara de farinha de coco
- 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
- 2 claras - 70 g de tâmaras ou ameixas secas
- 3/4 xícara de leite sem gluten sem lactose de sua preferencia.

Pode-se usar Leite de Amêndoas
Veja também os Benefícios do Cacau em Pó.

INGREDIENTES PARA A COBERTURA:

1 colher (sopa) de creme de leite
2 colheres (sopa) adoçante forno e fogão
1 colher (sopa) de cacau em pó sem açúcar
1 colher (sopa) de PIS ou leite em pó desnatado
leite desnatado líquido para dar o ponto

Modo de preparo:
- Processar todos os ingredientes e assar em forno baixo por aproximadamente 35 minutos.
Calda de chocolate:
Cacau + Stevia (sugestão) + farinha de grão de bico + leite de coco + Whey Gain (Bioghen Nutrition).

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BENEFÍCIOS DO CACAU

A ORIGEM DO CACAU

O cacau é um fruto que teve origem na America Central, mas se popularizou no Brasil desde do seculo XVIII. É mais facilmente cultivado na Bahia e em alguns estados do nordeste brasileiro. Quase tudo do fruto é bem aproveitado. 

Até a casca já é utilizada para confecção de artesanato no norte e nordeste do país. A polpa serve para doces e sorvetes. Mas, são as sementes torradas e trituradas que se transforma no cacau em pó, de sabor mais amargo, o qual se transforma no chocolate que conhecemos. 

Esse pó puro e de sabor amargo é o melhor do cacau devido as propriedades benéficas à saúde que ele contém.

SUAS PROPRIEDADES

Possui importantes propriedades, mas a mais importante delas são os antioxidantes: polifenóis e flavonoides presentes no cacau atuam na prevenção de doenças cardiovasculares. Os antioxidantes ajudam a retardar o envelhecimento, pois aceleram a renovação celular e dos tecidos.

Além disso, esse fruto é rico em magnésio, ferro, cromo, zinco, manganês, cobre; ou seja, praticamente todos os minerais que o corpo necessita.

O cacau possui ainda o Triptofano, que estimula os níveis de serotonina aumentando a sensação de bem-estar. Este é um dos motivos pelos quais, as mulheres, principalmente nos períodos de TPM, têm tanta predileção por chocolates. O triptofano, ao produzir mais serotonina acalma e alivia as sensações do estresse, que comumente afeta as mulheres nesse período.

Mesmo tendo propriedades tão importantes para a saúde, chocolates devem ser consumidos com moderação. Além do teor de gorduras, algumas marcas de chocolate ao leite chegam a ter 90% de açúcar em sua composição, o que os tornam bastante calóricos e inimigos das dietas.

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Como fazer Leite de Amêndoas em 1 Minuto?



Nesta receita não contém glúten.
Preço médio: R$ 4,00
Rendimento médio: rende em cerca 700 ml de leite de amêndoas


Ingredientes:

1 xícara (de chá) de amêndoas cruas (sem nenhum tempero seja sal, açúcar, ou torradas)
3 xícaras (de chá) de água filtrada
1 colher (de chá) de essência de baunilha (para a versão doce)
água o quanto baste para deixar as amêndoas de molho

Modo de Preparo:

Em uma vasilha funda, coloque as amêndoas cobertas com o dobro de água (bem cobertas), e deixe de molho por 12 horas. Escorra a água e coloque as amêndoas em um liquidificador juntamente com a água e a essência de baunilha. Bata tudo até virar uma mistura cremosa e esbranquiçada. Coe em uma peneira bem fininha ou com um paninho higienizado, mas não jogue fora os resíduos, porque são nutritivos e podem ser usados em outras receitas, como patês, enriquecer bolos e pães, vitaminas, ou mesmo na salada. Está pronto!

*Para fazer caldos como o molho branco, não use a essência de baunilha, apenas as amêndoas e a água!


Fonte:








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