Exercícios Físicos podem ajudar cérebro de epiléptico

Correr na esteira por uma hora ao dia ajuda a proteger o cérebro epiléptico. Estudos feitos com ratos na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) mostram que as crises da doença podem cair até 50% com a prática de exercício físico.

"O mecanismo neurológico exato [que dá a proteção] não é totalmente conhecido, mas já temos vários indícios", disse à Folha o pesquisador Ricardo Mario Arida, que há 20 anos estuda o tema no Departamento de Fisiologia daquela universidade paulista. A epilepsia atinge de 2% a 4% da população dos países pobres.

Os resultados obtidos por Arida, que foram divulgados anteontem durante a 23ª Reunião Anual da Fesbe (Federação de Sociedade de Biologia Experimental), conseguiram medir o aumento da taxa metabólica cerebral em duas partes específicas do cérebro, o colículo inferior e o córtex auditivo.
"Ambas estão relacionadas com o sistema de alerta e vigilância", afirmou Arida. Além do indício elétrico, os trabalhos, segundo o pesquisador -que é formado em educação física-, também detectaram um aumento na liberação de neurotransmissores no cérebro epiléptico.

É todo um conjunto de fatores, de acordo com Arida, que faz o cérebro do animal com epilepsia induzida ter uma plasticidade diferente e ficar mais atento.

"Também detectamos uma presença maior da proteína parvalbumina no cérebro dos roedores que faziam atividade física", disse o pesquisador da Unifesp. Essa proteína ajuda o sistema de proteção do cérebro.

As medições feitas nos ratos epilépticos indicam que não foi apenas o número de crises que caiu.
No modelo em questão, o de epilepsia do lobo temporal -a variedade da doença mais resistente aos medicamentos convencionais-, o chamado limiar do cérebro contra a doença também subiu. "As crises começam mais tarde nos animais treinados", afirmou. 

Aeróbica

De acordo com Arida, apesar de os estudos com seres humanos ainda serem incipientes, já é possível prescrever atividade física aeróbica para portadores de epilepsia. "É preciso que os médicos criem essa cultura. Mas não podemos dizer que o exercício físico é uma alternativa ao tratamento convencional. Ele é uma atividade complementar", disse.

Até os anos 1990, afirmou Arida, as instituições internacionais de estudo de epilepsia eram contra a prática de atividade física. "Mas agora, a não ser em casos muito extremos, como no alpinismo, é totalmente viável a atividade física na vida de um epiléptico. O risco de uma nova crise é real, mas existe um ganho até psicológico muito grande."

FONTE:
Exercício pode ajudar cérebro de epiléptico. Exercício com saúde. Agosto 2008. <http://esportecomsaude.chakalat.net/2008/08/exerccio-pode-ajudar-crebro-de.html>. Acesso em: 26 ago 2011.

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Consequências do Sedentarismo e da Obesidade

O sedentarismo é a falta ou a diminuição da atividade física. A pessoa sedentária é aquela que gasta poucas calorias por semana com atividades ocupacionais, não necessariamente em atividades esportivas. Isto acarreta um grande risco à saúde: o sedentarismo está associado ao:

- aumento da incidência de diversas doenças e males;
- obesidade;
- diabetes;
- Acumulo de dores pelo corpo;
- aumento do colesterol ruim (LDL);
- depósito de gordura nas artérias;
- hipertensão arterial;
- infarto do miocárdio;
- perda de massa muscular;


Hoje, as principais causas de mortes no Brasil podem estar relacionadas à falta de atividades física

Confira alguns dados:
  1. SOMENTE 13% dos brasileiros praticam exercício;
  2. MAIS DE 60% da população brasileira permanece sedentária;
  3. O sedentarismo aumenta em 54% os casos de INFARTO;
  4. O sedentarismo aumenta em 50% o risto de morte por DERRAME CEREBRAL;
  5. Por ano, morrem MAIS de 300.000 brasileiros pela FALTA DE ATIVIDADE FICA;
  6. Tornar-se um pouco mais ativo, DIMINUI O RISCO DE MORTE por doença cardíaca em 40%.
Aumento do percentual de gordura e a redução dos músculos

As pessoas reduzem gradativamente o nível de atividade física a partir da adolescência. Com a diminuição do metabolismo, ao longo dos anos, o corpo começa a perder músculos e acumular gorduras. Por isso, os especialistas recomendam: MOVIMENTE-SE, pois as atividades físicas são grandes aliadas na redução e na manutenção de um peso saudável. Além disso, pesquisas americanas revelam que a expectativa de vida sobe em média, 5 anos para os praticantes de atividade física.

Sedentarismo, a doença do Século

O sedentarismo é considerada a “doença do século”, cada vez mais observamos que a obesidade começa na infância, e a praticidade que a tecnologia nos oferece torna cada vez mais sedentários.

A falta de atividade física não significa necessariamente não praticar esportes, podemos, por exemplo: limpar a casa, caminhar para o trabalho, ir de escada e não de elevador; isto já conta como atividade física. O importante é “se mexer” gastar as calorias adquiridas durante o dia.

A Obesidade começa aos poucos, vamos se cuidar! Saúde é Fundamental!

FONTE:
Sedentarismo e suas conseqüências. Centro de treinamento de Esporte /  Saúde. Maio 2010. <http://ctesaude.wordpress.com/2010/05/12/sedentarismo-e-suas-consequencias/>. Acesso em: 22 ago 2011.

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