Hipotiroidismo e Exercício Físico
Hipotiroidismo é uma síndrome clínica resultante da produção ou ação deficiente dos hormônios tireoidiano, apresentando níveis de secreção dos hormônios tiroxina (T 4) e triiodotironina (T 3) diminuídos, e com conseqüente lentificação generalizada dos processos metabólicos.
A freqüência das várias causas de hipotiroidismo é variável, dependendo de fatores dietéticos e geográficos – tais como quantidade de iodo alimentar, ingestão de bocígenos alimentares, características genéticas da população etc.
Contudo, o hipotiroidismo, é iniciado pela doença auto-imune que destrói a glândula tireóide, constituindo as tireoidites ou inflamação da tireóide, sendo a tireoidite crônica a mais comum, correspondendo a 99% dos casos. Este caso progressivo de destruição da glândula, resulta em uma diminuição ou queda absoluta da secreção dos hormônios da tireóide. Mas, outros tipos severos de hipotiroidismo podem ocorrer, muitas vezes associados com o crescimento da glândula tireóide, chamada de bócio da tireóide.
Consequências: A falta desses hormônios T 3 e T 4 causa diversos problemas em todo o corpo e o organismo passa por diversas alterações, dentre as quais podemos citar: diminuição do nível metabólico, aumento de gorduras no sangue, diminuição de reflexos, aumento de peso, cansaço, sonolência, elevação da pressão sangüínea, astenia intensa, intolerância ao frio, parestesia, dores articulares, dificuldade de concentração, diminuição do ritmo cardíaco, alterações menstruais, fadiga.
A tireóide pode ser afetada por processos de caráter infeccioso e/ou inflamatório (Vilar et al,1999), podendo ser primaria, devido à falência tireoidiana, também conhecidas como tireoidites (hashimoto, subagudas, pós-parto); secundaria causada por deficiência de TSH (causa hipofisaria); terciária, causada por deficiência hipotalâmica de TRH.
As formas secundaria e terciária podem ser agrupadas, caracterizando o hipotiroidismo central. O hipotiroidismo pode ainda , muito raramente, ser decorrente de uma resistência generalizada aos hormônios tireoidianos.
Segundo Vilar et al (1999), trata-se de uma condição comum, representando a forma primaria mais de 90% do total de casos. Tem prevalência de 2 a 4% nos indivíduos com mais de 65 anos e de 0,5 a 1% da população. O hipotiroidismo congênito é diagnosticado em 1 em cada 4.000 a 5.000 recém nascidos.
Exercício Físico
Hoje em dia, o numero de pessoas obesas vem aumentando muito devido a um estilo de vida sedentária com maus hábitos alimentares, estresse e pouco tempo dedicado ao lazer. Entretanto, outro ponto importante que influencia a obesidade é o sistema endócrino. E como já foi visto, os hormônios da tireóide é responsável pelo controle do metabolismo e pela metabolização e oxidação de ácidos graxos (Campos, 2000 e Garrett, 2000). Desta forma, a baixa produção desses hormônios, característica do hipotiroidismo, pode levar a obesidade (Ryfer, 2000). No entanto, somente umas pequenas porcentagens dos indivíduos obesas são hipotireóideos (McArdle, 1998; Powers, 2000).
Devido a essas circunstâncias, vê-se a importância do exercício físico para a manutenção do peso em pessoas com hipotiroidismo, pois através do exercício evita-se uma obesidade e seus efeitos negativos , como hipertensão, diabetes, aumento do colesterol sérico, problemas cardiorrespiratório. (ACSM, 1994; Campos, 2000; Goldberg, 2001; Nieman, 1999; McArdle, 1996; Powers, 2000; Roche, 1996; Skinner 1991).
Wilmore e Costill (1999) atribui disfunção hormonal, trauma emocional, e alterações no mecanismo da homeostase como sendo fatores que influenciam diretamente ou indiretamente a obesidade. Sendo que fatores ambientais, má alimentação e atividade física inadequada as maiores causas da obesidade.
Para McArdle (1998) a evidencia disponível indica que o aumento excessivo de peso costuma manter paralelismo muito mais com uma atividade física reduzida do que com maior ingestão calórica. Portanto as combinações de exercício aeróbio, treinamento de força e dieta oferecem muito mais flexibilidade para conseguir um balanço energético negativo e a subseqüente perda de gordura corporal do que exercício ou a dieta isoladamente.(ACSM, 1994; McArdle, 1998; Roche, 1996; Skinner, 1991)
Os exercícios aeróbios são mais adequados para reduzir a quantidade de gordura, devido ao fato de poderem ser realizadas continuamente, apresentando maiores possibilidade de gasto calórico e utilização de lipídios, como fonte de energia (Monteiro, 1999). Esse tipo de exercício será caracterizado pela utilização das grandes massas musculares em movimentos cíclicos tendo como prioridade à durabilidade do exercício não exigindo o máximo do organismo, pois quanto mais tempo for realizada mais calorias será gasta e proporcionalmente maior será a mobilização da gordura em relação aos carboidratos. (Cossenza, 1992)
O principal fator envolvido no gasto energético é o trabalho total realizado, de modo que o exercício de baixa intensidade e de longa duração é tão bom quanto o exercício de alta intensidade e de curta duração. Sendo que, nas baixas intensidades (por exemplo 60% FC), os ácidos graxos são mobilizados da periferia para o fornecimento da maior parte no substrato utilizado e auxiliam na manutenção do balanço das gorduras. (Powers, 2000; Wilmore e Costill, 1996)
Segundo Powers (2000):
“Apesar de os carboidratos representarem uma grande fração do suprimento energético durante os exercícios de alta intensidade (85% FC), os programas de treinamento de alta intensidade de forma intermitente revelaram causar maior redução da espessura das dobras cutâneas do que os realizados na faixa da freqüência cardíaca alvo.”
Os exercícios anaeróbios, como o trabalho de força em musculação, não utilizam gordura como substrato energético durante o exercício. Por isso, os programas de perda de peso eram através de exercícios aeróbios, já que este utiliza gordura como principal substrato. (Campos, 2000; Wilmore e Costill, 1999)
Apesar de os exercícios de força não utilizarem gordura no momento do exercício (somente ATP-CP e glicólise anaeróbia), há uma grande utilização de lipídeos entre uma serie e outra dos exercícios, por causa da atividade aeróbia aumentada, no intuito de recuperar os sistemas anaeróbios depletados (Campos, 2000). E assim, o treinamento de força leva a um aumento da massa corporal magra e diminuição do percentual de gordura. (Fleck, 1999)
Além das modificações favoráveis a curto prazo do exercício anaeróbio, como ele favorece a hipertrofia (Fleck, 1999) e o tecido muscular é metabolicamente mais ativo, o metabolismo de repouso aumenta e permanece neste nível mais alto, enquanto o individuo permanecer hipertrofiado, favorecendo ainda mais o metabolismo de gordura na situação de repouso, ou seja, vinte e quatro horas por dia (Campos, 2000; Cossenza, 1992; Fleck, 1999; Garrett, 2000, McArdle 1999; Skinner, 1991), e nos exercícios aeróbios os efeitos metabólicos são de curta prazo (Campos,2000; Nieman, 1999), durando poucas horas após a sessão de exercícios. (Goldberg, 2001)
Portanto, Goldberg (2001) diz que, a musculação fortalece tendões e ligamentos, aumenta a densidade óssea e desenvolve a massa muscular. Mais músculos são sinônimo de uma taxa metabólica mais alta e maior capacidade de queimar gordura.
Em relação a esse aumento de massa magra e metabolismo McArdle (1998) afirma:
“Já que o peso corporal magro é metabolicamente mais ativo que a gordura corporal, essa conservação de tecido magro contribui para manutenção de um alto nível de metabolismo de repouso e pode aprimorar a oxidação lipidica durante o repouso, reduzindo dessa forma o aumento da adiposidade”
Para McArdle (1998) e Monteiro (1999) um programa de exercícios direcionado à redução ponderal deve encontrar seus alicerces no somatório de fatores como intensidade, duração, freqüência, forma especifica do exercício e características da dieta utilizada. Sendo necessário, para a redução ponderal em pessoas com hipotiroidismo, ter uma harmonia entre exercícios aeróbios (para utilização de gorduras e melhora cardiovascular), exercício anaeróbios de musculação (para aumento da massa muscular e conseqüentemente aumento do metabolismo) e dieta (para manter o equilíbrio energético).
Apesar de não ter sido encontrado estudos relacionando exercício e hipotiroidismo, vê-se necessário à utilização de dieta e exercícios aeróbios e anaeróbios de musculação para a redução ponderal e principalmente o aumento do metabolismo de repouso, pois segundo Guyton (2000) e Garrett (2000) a pessoa com hipotiroidismo possui o metabolismo baixo, cerca de 40 a 60% abaixo do normal.
Alguns estudos mostrados por Garrett (2000), Fox (1999), McArdle (1998), Powers (2000); Wilmore e Costill (1996) relatam que durante o exercício, a concentração de T 3 e T 4 livre aumenta, principalmente em exercícios prolongados e extenuantes, em decorrência das alterações da característica de ligação da proteína de transporte, e os hormônios são captados com maior velocidade. Porem, treinamento de força tem pouco efeito sobre a função da hipófise (TSH) e tireóide (T 3 e T 4).
Existe considerável conflito acerca das alterações do TSH com o exercício. Para Garrett (2000) os níveis de TSH aumentam com o exercício, e segundo Fox (1999) os níveis de TSH aumenta devido a um déficit periférico persistente nos hormônios tireoidianos causado pelo exercício. Isso estimula a liberação de TSH.
Há evidências de que, com baixas cargas de trabalho submáximo, o TSH não se modifica durante o exercício e nem nas 24 horas subseqüente. Outros estudos indicam uma elevação contínua nos níveis do TSH durante exercícios submáximo prolongado, e por até 15 minutos após, porém, demonstram uma redução durante os exercícios máximos. (Fox, 1999; Garrett, 2000)
Fox (1999) relata que:
“O aumento de T3 e T4 no final do exercício pode ser devido a uma liberação precoce desses hormônios induzido pela TSH, enquanto a redução subseqüente de T 3 e T 4 após o exercício pode ser devido a uma incapacidade da tireóide em atender as maiores demandas celulares desse hormônio. Isso resulta na acentuada elevação de TSH observada nos primeiros dias após o exercício.”
Contudo, mais pesquisas devem ser feitas para definir a relação entre exercício e função tireóidea (Garrett, 2000), tanto em pessoas sem disfunção de T 3 e T 4 como em pessoas com hipotiroidismo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ACSM, AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE (1994). Prova de esforço e prescrição de exercício. Rio de Janeiro: Revinter.
AUN, Frederico; EGDAHL, Richard H. (1984). Cirurgia Endócrina. Rio de Janeiro: Atheneu.
CAMPOS, Mauricio A. (2000). Musculação: diabéticos, osteoporóticos, idosos, crianças e obesos. Rio de Janeiro: Sprint.
COSSENZA, Carlos Eduardo (1992). Musculação feminina . 2ed. Rio de Janeiro: Sprint.
FLECK, Steven J; KRAEMER, Willian J. (1999). Fundamentos do treinamento de força muscular. 2ed. Porto Alegre: Artes Médicas .
FOX FOSS, Merle L; KETEYIAN, Steven J. (2000). Bases fisiológicas do exercício e do esporte. 6ed. Rio de Janeiro: Guanabara.
GARRETT, Willian E.; KIRKENDALL, Steven J. (2000). Exercise and sport science. Estados Unidos da América: Lippincott.
GOLDBERG, Linn; ELLIOT, Diane L. (2001). O poder de cura dos exercicios. Rio de Janeiro: Campus.
GUYTON, Arthur C.; HALL, John E. (2000). Textbook of medical physiology. 10ed. Estados Unidos da America: Saunders.
MCARDLE, Willam D.; KATCH, Frank I.; KATCH, Victor L. (1998). Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho humano. 4ed. Rio de Janeiro: Guanabara.
MONTEIRO, Walace (1999). Personal training - Manual para avaliação e prescrição de condicionamento físico. 2ed. Rio de Janeiro: Sprint.
NIEMAN, David C. (1999). Exercício e saúde - como de prevenir de doenças usando o exercício como seu medicamento. São Paulo: Manole.
POWERS, Scott K. e HOWLEY, Edward T. (2000). Fisiologia do exercício: teoria e aplicação ao condicionamento e ao desempenho. 3ed. São Paulo: Manole.
ROCHE, Alex F.; HEYMSFIELD, Steven B.; LOHMAN, Timothy G.(1996). Human body composition. Estados Unidos da America: Human Kinetics .
RYFER, Valter (2000). O Hipotiroidismo. Disponível na internet: www.longevidade.com/texto 21.html . 24 de abril.
SKINNER. J.S. (1991). Prova de esforço e prescrição de exercícios para casos especiais. Rio de Janeiro: Revinter.
SPENCE, Alexander P., (1991). Anatomia humana Básica. 2ed. São Paulo: Manole.
VAISMAN, Mário e REIS, Fabiola A A (2000). Como diagnosticar e tratar hipotiroidismo. Revista Brasileira de Medicina 57(12), dez.
VILAR, J et al. (1999). Endocrinologia Clínica. Rio de Janeiro: Medsi.
WESLEY (2000). Hipotiroidismo. Disponivel na internet: www.maringasaude.com.br/drwesley/ hipotiroidismo.shtml . 22 de maio.
WILMORE, Jack H; COSTILL, David L. (1999). Physiology of sport and exercise. 2 ed. Estados Unidos da America: Human Kinetcs.
Americana de 114 kg participa de competições de pole dance
LuAyne Barber não é o tipo comum de dançarina. A americana de 26 anos pesa 114 quilos e, ainda assim, consegue fazer acrobacias sensuais no alto de uma barra de ferro. Lulu, como é conhecida, começou a praticar pole dance em 2006, logo depois de ter o primeiro filho. Há três anos, ela começou a participar de competições, e hoje é a dançarina mais conhecida da região de Maryland, nos Estados Unidos, onde vive.
“Eu sempre quis tentar isso, mas estava preocupada com o que as pessoas poderiam pensar. Mas quando fui para a minha primeira aula e todo mundo vestia shorts minúsculos, independente do tamanho, eu me senti bem melhor”, contou Lulu. “Foi a primeira vez que eu me senti sexy em anos”, revelou. Hoje, a dançarina tem até uma barra de metal no meio da casa.
Fonte:
Extra Online
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Alimentos anti-estresse combatem a depressão e a ansiedade
Conheça algumas opções capazes de melhorar seu ânimo e vitalidade
Escrito por: Daniela Cyrulin (Nutricionista)
Mulheres que são mães, donas de casa e profissionais, tudo ao mesmo tempo. Homens bem sucedidos e que praticam esportes como atletas. Crianças que além das provas, ainda possuem muitas atividades após as aulas. Adolescentes em fase de vestibular.
Com essa vida corrida é inevitável sentir os efeitos da pressão. No entanto, existem maneiras de amenizar estes sintomas. Que tal aliviar o stress através da alimentação? Existem alguns alimentos que podem ajudá-lo!
Com essa vida corrida é inevitável sentir os efeitos da pressão. No entanto, existem maneiras de amenizar estes sintomas. Que tal aliviar o stress através da alimentação? Existem alguns alimentos que podem ajudá-lo!
Alface: substâncias encontradas principalmente nos talos das folhas como a lactucina e lactupicrina, atuam como calmantes naturais.
Espinafre e brócolis: previnem a depressão. Contêm potássio e ácido fólico, importantes para o bom funcionamento das células, assim como o magnésio, o fosfato e às vitaminas A e C e ao Complexo B, que garantem o bom funcionamento do sistema nervoso.
Peixes e frutos do mar: diminuem o cansaço e a ansiedade, pois contêm zinco e selênio, que agem diretamente no cérebro. Cereais integrais e chocolate (com moderação) também são ótimas fontes de zinco. O selênio também pode ser encontrado no atum enlatado e na carne de peru.
Laranja: promove o melhor funcionamento do sistema nervoso. É um ótimo relaxante muscular, ajuda a combater o estresse e prevenir a fadiga. A fruta é rica em vitamina C, cálcio e vitaminas do Complexo B. A ingestão de vitamina C inibe a liberação de cortisol, principal hormônio relacionado ao estresse no corpo.
Castanha-do-pará: melhora sintomas de depressão, auxiliando na redução do estresse. Também é rica em selênio, um poderoso agente antioxidante. Uma unidade ao dia já fornece a quantia diária recomendada de 350mg.
Alimentos ricos em vitaminas do complexo B: Quando o estresse está presente, o corpo utiliza a glicose desordenadamente, consumindo então as proteínas do músculo como fonte de energia. O ideal então é se alimentar de alimentos ricos em carboidratos complexos e uma dose extra de proteína magra como: leite em pó, queijo minas, amêndoas e carne que contém vitamina B12; ovo, leite, banana, aveia, batata, ricos em vitamina B6.
Maracujá: Ao contrário do que diz a crença popular, a fruta não é calmante, mas sim suas folhas. As folhas contêm alcalóides e flavonóides, substâncias depressoras do sistema nervoso central (SNC), o conjunto do cérebro com a medula espinal, responsável pela sensibilidade e pela consciência. Por isso, elas atuam como analgésicos e relaxantes musculares.
Fonte:
Portal Minha Vida
Deseja ficar em forma? Não adie mais os seus sonhos! (Fotos Motivacionais)
Convido vocês a conhecerem o nosso Programa de Emagrecimento!
Fonte:
Oxygen Magazine
O treino de musculação queima mais calorias que o cardio?
Quase todas as pessoas dirão que o treino cardiovascular queima mais calorias do que uma sessão de treino de musculação.
Mas a verdade é que uma sessão de treino de musculação (com pesos) em que você queima, digamos, 300 calorias, queima mais calorias do que uma sessão de treino em que você gasta 300 calorias na esteira.
Impossível? Não de todo, pelo menos se você tiver em conta o aumento do gasto calórico que ocorre depois dos treinos.
Sim, estamos a falar do aumento do consumo de oxigênio pós-exercício, ou EPOC, o fenômeno em que o seu corpo queima mais oxigênio, e portanto também queima mais calorias, após uma sessão de treino.
Os cientistas de desporto só começaram a estudar este efeito nos anos 90, mas os resultados da sua investigação indicam que, para as pessoas que querem controlar o seu peso, o treino de musculação é uma boa alternativa ao treino de resistência e cardiovascular.
O treino de musculação queima mais calorias que o cardio
Em 2005, investigadores da Universidade Shippensburg nos EUA publicaram os resultados de um estudo humano no European Journal of Applied Physiology. Para isto, eles colocaram oito mulheres, com a idade média de 31, a realizar duas sessões de treino.
Numa ocasião, as mulheres realizaram um treino de musculação [CT].
Elas realizaram três séries de prensa de pernas, cadeira extensora, mesa flexora, rosca direta de bíceps, extensões de tríceps e supino com 65% do peso com que conseguiam realizar apenas uma repetição.
Elas realizaram três séries de prensa de pernas, cadeira extensora, mesa flexora, rosca direta de bíceps, extensões de tríceps e supino com 65% do peso com que conseguiam realizar apenas uma repetição.
Entre cada série, as mulheres descansaram durante 30 segundos, e após cada exercício descansaram durante dois minutos.
Na outra ocasião, as mulheres correram na esteira. Os investigadores aumentaram ligeiramente a intensidade a cada três minutos até que as mulheres ficaram a correm a 85% do seu ritmo cardíaco máximo [TM]. As mulheres pararam de correr quando já tinham queimado tantas calorias como durante a sessão de treino de musculação.
Durante a primeira hora após cada sessão de treino, os investigadores mediram a quantidade de oxigénio [e portanto de calorias] que as mulheres gastaram. Na figura abaixo pode ver que na primeira hora após ambas as sessões de treino, o gasto de oxigênio das mulheres foi mais elevado do que antes da sessão de treino.
No primeiro quarto de hora, o gasto de oxigénio foi significativamente mais elevado após o treino com pesos [CT] do que após o treino cardiovascular [TM].
O gráfico acima mostra que o rácio de mudança respiratória [RER]. Isto é, o ratio entre o oxigênio inalado e exalado.
Quanto mais reduzido for o RER, mais calorias você queima a partir da gordura e menos a partir dos carboidratos. Por isso, as mulheres obtiveram a maior parte da sua energia para o seu EPOC após a sessão de treino de musculação a partir da gordura.
Os investigadores suspeitam que o treino de musculação usa quantidades relativamente elevadas de energia que não vêm diretamente dos processos de combustão, e que portanto não são visíveis se medir apenas o uso de oxigênio durante uma sessão de treino.
A restauração das reservas energéticas despercebidas só se revela em termos de gasto de oxigênio, após a sessão de treino.
Podemos concluir que quando o objetivo é perder gordura, se tiver que escolher, poderá ser mais eficiente optar por um treino com pesos (musculação) do por um treino cardiovascular.
Como benefício adicional, o treino com pesos irá ajudar a reter uma maior quantidade da sua preciosa massa muscular e possivelmente até a ganhar alguma enquanto perde gordura.
Fonte:
Portal Musculação.net
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15942765
Fonte:
Portal Musculação.net
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15942765
10 Coisas que Você Precisa Saber Sobre Uso de Anabolizantes
O uso de anabolizantes vem se tornando, a cada dia, um hábito comum, principalmente pelas pessoas que praticam esportes, para aumentar a competitividade, ajudar na cura de lesões ou simplesmente por questões estéticas.
Porém, o consumo excessivo desse tipo de produto é muito perigoso e pode causar danos irreparáveis ao corpo humano.
Porém, o consumo excessivo desse tipo de produto é muito perigoso e pode causar danos irreparáveis ao corpo humano.
1. Os esteroides androgênicos anabólicos, mas conhecidos como anabolizantes, é um produto derivado principalmente da testosterona, hormônio responsável por muitas características que diferem homem e mulher. Eles atuam no crescimento celular e em tecidos do corpo, como o ósseo e o muscular.
2. O uso de anabolizantes gera efeitos colaterais, tanto em homens e mulheres, como: aumento de acnes, queda do cabelo, distúrbios da função do fígado, tumores no fígado, explosões de ira ou comportamento agressivo, paranóia, alucinações, psicoses, coágulos de sangue, retenção de líquido no organismo, aumento da pressão arterial e risco de adquirir doenças transmissíveis (AIDS, Hepatite). 3. No caso das mulheres, o uso de anabolizantes pode gerar características masculinas no corpo, como engrossamento da voz e surgimento de pêlos além do normal. Além disso, aumento do tamanho do clitóris, irregularidade ou interrupção das menstruações, diminuição dos seios e aumento de apetite.
4. Nos homens, o excesso de anabolizantes pode causar aparecimento de mamas, redução dos testículos, diminuição da contagem dos espermatozóides e calvície.
5. Em adolescentes, as consequências podem ser piores, como comprometimento do crescimento, maturação óssea acelerada, aumento da frequência e duração das ereções, desenvolvimento sexual precoce, hipervirilização, crescimento do falo (hipogonadismo ou megalofalia), aumentos dos pelos púbicos e do corpo, além do ligeiro crescimento de barba.
6. Esses hormônios podem ser usados clinicamente e, ocasionalmente, serem prescritos sob orientação médica para repor o hormônio deficiente em alguns homens e para ajudar pacientes aidéticos a recuperar peso. Nos casos de necessidade clínica, os pacientes são indicados a tomarem apenas doses mínimas para apenas regularizar sua disfunção.
7. O uso das injeções de anabolizantes esteróides pode levar ao risco de infecção pelo HIV e vírus da hepatite, se as agulhas forem compartilhadas. Esteróides Anabólicos obtidos sem uma prescrição não são confiáveis, pois podem conter outras substâncias, os frascos podem não ser estéreis e, além disso, é possível que nem esteróides contenham.
8. Usar anabolizantes, sem orientação médica, é proibido, além de ser de grande risco para a saúde. Entretanto, por aumentarem a massa muscular, estas drogas têm sido cada vez mais procuradas e utilizadas por alguns atletas para melhorar a performance física e por outras pessoas para obter uma melhor aparência muscular.
9. Um estudo de 2007 traçou o perfil do usuário de anabolizantes no mundo. De acordo com os dados, o usuário típico não é o adolescente ou o atleta, mas o homem de cerca de 30 anos, bem educado e com renda alta, segundo um estudo publicado hoje. Foram pesquisados 2.663 homens e mulheres de 81 países, indicando que o motivo principal para o uso desses compostos é o aumento da musculatura.
10. Muitos atletas consomem anabolizantes a fim de conseguirem uma melhora na performance dentro do esporte. Os anabolizantes, quando entram em contato com as células do tecido muscular, aumentam o tamanho dos músculos do corpo humano. Porém, isso é caracterizado Doping, e o esportista pode ser punido por isso, como já ocorreu em inúmeros casos. Dependendo da situação, o atleta pode ser banido do esporte.
Fonte:
Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
http://www.endocrino.org.br/
Cuidado: O stress engordar!
Fuja do stress porque ele pode engordar
Imagine uma corda de náilon fina. Se você esticá-la, vai emitir um som. Caso ponha muita força, ela arrebenta. Agora, reflita sobre a sua rotina. Há sempre desafios a vencer — em casa, na escola, no trabalho. Só que às vezes eles parecem insuperáveis. Quando isso acontece, instala-se o stress, ou seja, a corda se quebra. E o lado mais fraco — adivinhe — é você. A resposta do organismo ao desgaste físico e emocional assume formas tão diferentes quanto cansaço, dificuldade de concentração, irritabilidade, dor de cabeça e... vontade de comer.
Imagine uma corda de náilon fina. Se você esticá-la, vai emitir um som. Caso ponha muita força, ela arrebenta. Agora, reflita sobre a sua rotina. Há sempre desafios a vencer — em casa, na escola, no trabalho. Só que às vezes eles parecem insuperáveis. Quando isso acontece, instala-se o stress, ou seja, a corda se quebra. E o lado mais fraco — adivinhe — é você. A resposta do organismo ao desgaste físico e emocional assume formas tão diferentes quanto cansaço, dificuldade de concentração, irritabilidade, dor de cabeça e... vontade de comer.
Para piorar, essa compulsão conta com a cumplicidade de hormônios que estimulam a fome e ajudam a armazenar a gordura. A vítima, claro, é seu corpinho, que passa a não caber mais naquele jeans justinho. Calma, que isso tem jeito. Só precisa entender o que acontece com o seu organismo e saber como agir para não perder o controle sobre a comida.
As várias caras do mal
Embora tenha uma conotação negativa, o stress é um estímulo importante, que pode dar o impulso necessário para você ir adiante nos seus projetos de vida e, assim, atingir seus objetivos”, diz o psiquiatra e médico ortomolecular José Antonio Pierrotti, do Rio de Janeiro (RJ). O problema é quando ele atinge níveis tão elevados que, além de comprometer sua rotina, provoca também ganho de peso. Para entender melhor como isso acontece, acompanhe o passo-a-passo do stress e seus efeitos sobre o organismo.
Alerta: em situações de tensão, a glândula suprarrenal produz os hormônios adrenalina e cortisol, que preparam o corpo para situações de perigo. Esse é o chamado mecanismo de fugir ou lutar que ajuda o homem a sobreviver, desde os tempos da caverna. Só que o cortisol, em altas doses, estimula o apetite. É como se o corpo pedisse um alimento calórico, um doce, por exemplo, capaz de dar energia instantânea. Para piorar, o cortisol alia-se à insulina. Juntos, eles estimulam uma enzima responsável pelo depósito de gorduras no abdômen.
Resistência: o sistema de defesa do organismo mobiliza grande quantidade de cortisona, outro hormônio liberado em situações de stress e que, comprovadamente, está associado ao ganho de peso, conforme estudo realizado pela Universidade Göteborg, na Suécia. Nesse caso, você pode engordar até mesmo com a boca fechada!
Exaustão: entram em ação os radicais livres, moléculas de oxigênio responsáveis pela degeneração das células, que provocam doenças e aceleram o processo de envelhecimento. Nessa fase, seu organismo absorve toxinas e seu intestino deixa de funcionar com regularidade. Resultado: o ponteiro da balança sobe.
Falência: o bombardeio hormonal faz com que o organismo perca a homeostase ou equilíbrio físico e psíquico. Nessa fase, ocorrem os picos de ansiedade que levam você a comer além da conta.
Tensão sob controle
Já que não dá para eliminar as preocupações, aprenda a administrá-las. Quem dá as pistas é Dirce Navas Perissinotti, psicóloga especializada em stress e biofeedback do Hospital das Clínicas, em São Paulo (SP).
Estabeleça metas viáveis: Se você sabe de antemão que no trabalho não vai conseguir cumprir seus prazos, seja franca com seu chefe e tente negociar novas datas.
Deixe de lado a mania de perfeição: Você está atrasada para a reunião no escritório, mas quer caprichar no almoço? Prepare algo simples em vez de ficar presa na cozinha e com o olho no relógio.
Busque satisfação em outras coisas que não a comida: Pode ser um hobby, um passeio diferente, uma nova atividade física. Há tantas coisas boas na vida...
Pare de seguir um padrão de beleza incompatível com o seu tipo físico: Você não precisa ser magra como a Gisele Bündchen para ser atraente. Lembre-se: sempre dá para perder alguns quilos e elevar a autoestima.
Emagreça aos poucos: Achar que dá para eliminar as gorduras em tempo recorde para entrar naquele lindo vestido de festa só vai aumentar seu sentimento de culpa e a sensação de fracasso. Se, ao contrário, conseguir afinar a silhueta num prazo razoável, vai se sentir mais confortável e menos em dívida com você mesma.
Fonte:
Portal Boa Forma
Fonte:
Portal Boa Forma
Chocolate: consumo moderado na dieta tem efeitos positivos à saúde
Nutricionista ensina como o alimento pode ser incluído, sem culpa, no cardápio diário.O tipo amargo (50 a 75% de cacau) é a melhor opção.
Como podemos incluir o chocolate na nossa alimentação? O importante é consumir de forma moderada, utilizando, se possível, uma barra de 20 a 25g do tipo meio amargo (50% cacau) como sobremesa em uma das refeições, contabilizando suas calorias na dieta. O ideal é comprá-lo em embalagens pequenas ou individuais para não cair em tentação. Assim, ele não será o vilão da dieta ou do controle de peso. O consumo excessivo é prejudicial à saúde, devido à alta concentração calórica, que contribui para a pessoa engordar. Entretanto, o uso moderado pode apresentar efeitos positivos à saúde.
O chocolate tem como matérias-primas os grãos de cacau e açúcar. Os principais ingredientes utilizados são os açúcares, manteiga de cacau, leite em pó, leite condensado, cacau em pó, sorbitol, lecitina de soja, edulcorantes e aromatizantes.
São descritas sensações de prazer com o seu consumo. Alguns pesquisadores atribuem estas sensações à presença de metilxantina, principalmente a teobromina, substância que provoca bem-estar e aumenta a produção de feniletilamina, uma substância do grupo das endorfinas.
De acordo com a nutricionista Cristiane Perroni, existem várias especulações sobre as propriedades do chocolate e vários estudos apontam como positiva a utilização do chocolate amargo (50%) na alimentação. O cacau é fonte de flavonóides, pricipalmente epicatequinas, substâncias antioxidantes que desempenham papel importante na prevenção da oxidação da LDL colesterol e na inibição de processos inflamatórios no organismo, impedindo o acúmulo de gordura na parede dos vasos sanguíneos. Porém, o chocolate ao leite ou o branco não possuem estas propriedades.
Em coluna do cardiologista Nabil Ghoraeyb, a Organização Mundial de Saúde (OMS) sugere que os médicos possam recomendar até 30g do tipo amargo por dia, como auxiliar no tratamento das doenças cardiovasculares. Além disso, existe o benefício na prática esportiva, conferindo mais ânimo e disposição aos atletas.
Tipos de chocolates e composição:
- Chocolate Amargo: feito com grãos de cacau torrados, sem adição de leite, apenas adição de açúcar. Existem variações: Extra-amargo (75 a 85% de cacau), amargo (50 a 75% de cacau) e meio amargo (35 a 50% de cacau);
- Chocolate ao Leite: feito com 30 a 40% de cacau, leite em pó ou leite condensado, açúcar;
- Chocolate Branco: feito com manteiga de cacau, açúcar, leite e lecitina, podendo conter baunilha. Não leva cacau na sua formulação, apenas a gordura retirada da semente do cacau;
- Chocolate diet : composto por massa e manteiga de cacau, leite em pó e adoçantes em substituição ao açúcar (sorbitol, sacarina, sucralose, aspartame).
Fonte:
Globo Esporte
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